Quando a equipe da Comunicação entrou na sala, Mário Rangel estava determinado. Em breve ele estaria frente às câmeras de uma equipe de TV para explicar sobre o trabalho que sua equipe desenvolve há mais de 20 anos — e, ao mesmo tempo, resolver parte de um enigma que o país acompanhava ansioso desde a semana passada.

De cabelos grisalhos, jaleco e fala rápida (mas sem atropelos), Mário contava que este trabalho poderia ser chamado de “geoquímica forense”. Isto é, fazer análises químicas comparando amostras de petróleo proveniente das praias com as existentes como referência de petróleos produzidos pela Petrobras. Com a finalidade de responder se elas são de mesma origem, ou não.

Mas como isso é possível?

“Aqui temos um banco de amostras de óleo cru da fase de produção de todos os campos produtores”, explica Mário. Ele colocou os óculos na mesa e prosseguiu, entusiasmado. O que fazemos aqui é analisar a composição molecular de amostras de petróleo”.

Mário Rangel
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