Meio Ambiente

Qual é o tamanho da sua pegada de carbono? Queremos reduzir a nossa!

Buscamos interessados em desenvolver soluções técnicas e economicamente viáveis que contribuam para reduzir nossa pegada de carbono

Usar carro, bicicleta, ônibus ou metrô. Comer mais carne bovina, de frango ou de porco, consumir os três tipos em equilíbrio ou não ingerir carne. Esses são alguns exemplos. Em tudo o que fazemos, emitimos carbono e gases que agravam o aquecimento global. Você sabe se seu estilo de vida impacta muito ou pouco o meio ambiente? Sabe qual é a sua pegada de carbono? Buscamos interessados em desenvolver soluções técnicas e economicamente viáveis que contribuam para reduzir a nossa.

Segundo a Carbon Trust, organização que tem como principal missão acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, “a pegada de carbono mede a quantidade total das emissões de gases do efeito estufa causadas diretamente e indiretamente por uma pessoa, organização, evento ou produto”.

CO2 e produção de petróleo

O gás associado ao petróleo extraído de um poço pode apresentar CO2 na sua composição. E na camada do pré-sal, o teor do gás carbônico no gás natural produzido tem concentração muito superior aos valores usualmente encontrados. Para evitar a liberação desse composto químico no meio ambiente, desenvolvemos junto a empresas parceiras uma tecnologia para reinjetar o gás no próprio reservatório. Além da diminuição do gás carbônico na atmosfera, a tecnologia permite que a reinjeção de CO2 ajude no deslocamento do petróleo aumentando sua produção. E, assim, fazemos do limão uma limonada.

“A separação do CO2 do gás natural é realizada por etapas físicas e químicas nas plataformas. Queremos desenvolver novas formas de captura de carbono que nos permitam comprimir e reinjetar correntes de CO2 em altas pressões reduzindo o consumo de energia desses processos”, explica Marcel Melo, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento em Processos de Abatimento de Emissões, Tratamento e Reuso de Águas, Efluentes e Gerenciamento de Resíduos Sólidos no nosso Centro de Pesquisas (Cenpes). Para isso, buscamos equipamentos e sistemas para separação e captura de CO2 cada vez mais leves, compactos e eficientes. Eles nos levarão à redução de espaço e custo e vão gerar aumento da relação custo-benefício na produção offshore.

Novos modelos de negócio

“Não queremos apenas capturar, mas também converter e utilizar o CO2 na produção de combustíveis, petroquímicos e agregados por meio de soluções técnicamente e economicamente viáveis que contribuam para reduzir a pegada de carbono desses produtos”, acrescenta Marcel Melo. Ou seja: queremos não só melhorar a forma de capturar o CO2, mas também fazer com que ele tenha valor agregado, transformando-o em um produto.

Tanto a captura quanto a utilização de CO2 são uma ponte de transição para a economia de baixo carbono. E a tecnologia é fundamental nessa transição.

Nossa busca é por essas tecnologias mais eficientes que utilizem o CO2 como matéria-prima ou que façam sua conversão em produtos químicos, combustíveis e petroquímicos de forma a trazer valor agregado para esse composto e impedir que ele seja emitido para a atmosfera.

Projeto Petrobras Conexões para Inovação

Em parceria com o Sebrae, o projeto tem como objetivo estimular o ecossistema de inovação das startups, pequenas empresas inovadoras e instituições de ciência e tecnologia, promovendo o desenvolvimento de soluções tecnológicas para os negócios de petróleo, gás natural e energia. O edital prevê o financiamento de até dez projetos, em seis diferentes áreas, com valores que vão de R$ 500 mil a R$ 1,5 milhão, totalizando R$ 10 milhões nessa etapa.

Conheça mais sobre o programa visitando nosso site.

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