10 dúvidas sobre exploração de petróleo na Margem Equatorial, a 500km da Foz do Amazonas

Recebemos autorização para explorar petróleo na costa do Amapá. Mas como isso vai ser feito? Conheça as próximas etapas e tire suas dúvidas!

Atualizado em 23/01/2026

Postado em 22/12/2025

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A exploração na Margem Equatorial, águas profundas do Amapá, vem gerando muitos debates. Por que ainda é importante produzir petróleo? O que significa ter uma licença ambiental? Há riscos para a Amazônia? Descubra essas e outras respostas agora!

 
 

1) Por que ainda é necessário produzir petróleo para a transição energética?

A produção de petróleo ainda é necessária no contexto de transição energética para garantir a segurança e a estabilidade do suprimento de energia global. Mesmo com o avanço das energias renováveis, a demanda por combustíveis líquidos e gás natural continuará significativa por várias décadas, principalmente nos setores de transporte de longa distância, petroquímica e geração de energia de base. A produção nacional, nesse contexto, é vital para:

  • Redução da dependência externa: Diminuir a necessidade de importação, protegendo o país de volatilidades geopolíticas e cambiais.
  • Investimento na transição: A receita gerada pela exploração e produção de óleo e gás financia os investimentos maciços em pesquisa, desenvolvimento e implantação de fontes renováveis de energia (eólica, solar, hidrogênio verde, etc.).
  • Garantia de emprego e renda: Sustentar a economia e a infraestrutura industrial e tecnológica do país durante o processo de transição.

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2) A Petrobras obteve licença para explorar petróleo na Costa do Amapá. Quais os próximos passos?

Em outubro de 2025, obtivemos a licença de operação para pesquisa exploratória em águas profundas do Amapá, a 500 km da foz do rio Amazonas e a 175 km da costa do estado, na Margem Equatorial brasileira.

Por meio desta pesquisa exploratória, vamos busca obter mais informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica.

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Após a obtenção da licença do órgão ambiental para a perfuração exploratória, o próximo passo é a Avaliação da Descoberta (ou Perfuração do Poço Pioneiro). Não há produção de petróleo nessa fase.  

  • Poço pioneiro: É o primeiro poço perfurado em uma nova área com o objetivo de confirmar a existência de reservatórios de óleo e gás.
  • Testes e análises: A perfuração visa coletar amostras geológicas, medir pressão e temperatura e realizar testes de vazão. Somente após a conclusão dessa etapa será possível estimar o volume e a viabilidade econômica do reservatório.
  • Decisão de desenvolvimento: Se a descoberta for confirmada e for viável economicamente, vamos solicitar uma nova licença para a fase de Produção e Desenvolvimento, que é um processo à parte.

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3) O que é perfuração e quais são as fases da operação até a produção de petróleo?

A perfuração é o processo de escavar um poço (ou "furo") na crosta terrestre, a partir de uma plataforma, para atingir as camadas de rocha onde o óleo e o gás podem estar aprisionados.​​

As fases, em resumo, são:

  1. Exploração: Perfuração do Poço Pioneiro para confirmar a existência do reservatório (o foco atual na Margem Equatorial).
  2. Avaliação: Perfuração de poços adicionais (delimitadores) para determinar o tamanho e o volume do campo.
  3. Desenvolvimento/Produção: Instalação das estruturas permanentes (plataformas fixas ou flutuantes) e perfuração dos poços de produção para extrair o óleo e o gás comercialmente.

Infográfico mostrando como funciona o processo de exploração e produção dos campos de Petróleo.

Saiba mais sobre a descoberta de um campo de petróleo e gás em 5 etapas, da exploração até a produção de um poço.

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4) O que representa a licença ambiental e para que serve?

A licença ambiental é o documento legal emitido por um órgão ambiental competente (no caso da exploração na costa do Amapá, o Ibama) que autoriza a empresa a realizar uma atividade específica.

  • Função: ela não autoriza a produção comercial, mas, sim, a fase de pesquisa ou exploração, garantindo que as ações da empresa (como a perfuração de um poço exploratório) cumpram rigorosamente as exigências legais e técnicas para mitigar e compensar os impactos ambientais potenciais.
  • O que ela representa: representa que a empresa cumpriu todas as etapas do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), apresentou planos de resposta a emergências robustos e demonstrou a capacidade técnica para operar de forma segura na área, sob monitoramento constante.

Conheça os Estudos de Impactos Ambientais (EIA) e os Relatórios de Impactos Ambientais (RIMA) que foram produzidos neste processo de licenciamento ambiental.

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5) Há riscos ambientais da produção na petróleo na Amazônia?

A atividade de exploração de petróleo, por sua natureza, envolve riscos. O nosso desafio e do setor é garantir que esses riscos sejam minimizados ao máximo e que a capacidade de resposta a emergências seja imediata e eficaz.

Em caso de emergências, estamos preparados para uma resposta rápida: contamos com uma estrutura com equipamentos de última geração para o controle do poço e a coleta do óleo. Além disso, temos embarcações especializadas, barreiras oceânicas para contenção e coleta do óleo e equipes treinadas para lidar com essas situações. Já os simulados são realizados regularmente para testar a nossa estrutura de resposta e continuar aperfeiçoando os nossos processos.

Mapa mostrando onde estarão embarcações, helicópteros e outras operações do Plano de Resposta à Emergência e Proteção da Fauna no Amapá.
Estamos comprometidos com o princípio nas nossas operações da "tolerância zero a vazamentos" e investimos em tecnologia de ponta para prevenção, como sistemas de segurança de poço e equipamentos de resposta rápida, garantindo a proteção da fauna marinha, dos ecossistemas costeiros e dos manguezais. Além disso, já perfuramos mais de 3 mil poços em águas profundas e estamos preparados para esse novo desafio para aperfeiçoarmos nossa operação.

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6) Existem recifes de corais na área onde o poço será perfurado?

Os estudos ambientais realizados confirmam que o Sistema de Recifes do Amazonas, identificado por pesquisadores, não está presente nos blocos de perfuração concedidos a nós. Inspeções detalhadas constataram que, na área de operação, há apenas fundo marinho composto por lama, sem ocorrência de recifes. Além disso, o local é monitorado continuamente para garantir que o planejamento e a execução do projeto evitem qualquer impacto em áreas sensíveis e ecossistemas únicos.

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7) Em caso de vazamento, as correntes marítimas levariam o óleo para a costa brasileira?

Em todas as modelagens  nos estudos de correntes das marés realizados é descartada a possibilidade de chegada do óleo em terra no caso de uma ocorrência. Lembrando que o local de pesquisa está a 175 Km da costa do Amapá e mais de 500 Km da Foz do Rio Amazonas.

Além disso, em agosto, foi realizado um simulado para avaliar o plano de resposta à emergência na região (Avaliação Pré-Operacional, etapa que antecedeu a concessão de xemploração) e o Ibama comprovou nossa capacidade e a eficácia do plano emergência individual da atividade.

Confira mais informações sobre a Avaliação Pré-Operacional (APO) na Margem Equatorial, que tem o objetivo de testar a eficácia do plano de resposta à emergência que apresentamos.

É importante lembrar que somos um líder mundial em águas profundas e ultraprofundas, com histórico de superação de desafios tecnológicos e operação segura, que será replicado na Margem Equatorial e demais operações. Saiba mais sobre nossa atuação segura:

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8) Qual é a reserva de petróleo estimada pela Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas?

Atualmente, não há estimativas de reservas, pois é necessário realizar pesquisas autorizadas pelo Ibama para levantar essas informações. O próximo passo é a Avaliação da Descoberta, que consiste na perfuração do Poço Pioneiro no Amapá Águas Profundas. Essa atividade, prevista para durar cerca de cinco meses, será fundamental para confirmar a existência de petróleo e dimensionar os volumes comerciais na região. Só após essa etapa será possível estimar o potencial de produção local.

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9) Qual a relação entre o petróleo na Margem Equatorial e as descobertas na Guiana e Suriname?

A Margem Equatorial do Brasil faz parte da mesma fronteira geológica que se estende ao longo da costa atlântica, passando pela Guiana, Suriname e Guiana Francesa. O sucesso exploratório expressivo observado nesses países vizinhos (com descobertas bilionárias de barris de petróleo) aumenta o potencial de descoberta no lado brasileiro da bacia, o que nos impulsiona a explorar a área.

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10) Qual a distância exata entre o local da perfuração e a foz do Rio Amazonas?

A área de exploração (os blocos da Margem Equatorial) está localizada no Oceano Atlântico, localizado em águas profundas do Amapá, a 500 km da foz do rio Amazonas e a 175 km da costa, na Margem Equatorial brasileira. É uma operação em área marítima, não dentro ou perto do estuário do rio.

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