CCS São Tomé: conheça o grande laboratório de captura e armazenamento de CO₂ da Petrobras

Imagine capturar e armazenar 100 mil toneladas de CO2 por ano? Esta é a meta do CCS São Tomé, nosso grande laboratório de descarbonização.

Atualizado em 25/02/2026

Postado em 11/12/2025

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Mapa do Projeto Piloto CCS São Tomé mostrando a rota do gasoduto GASCAB II do UTGCAB até a estação de injeção offshore em Barra do Furado, ilustrando a captura e o armazenamento de CO2 no subsolo marinho.
CO₂ será capturado na UTGCAB, em Macaé (RJ), e será armazenado em reservatório salino profundo, na região de Quissamã (RJ).

Imagine capturar e armazenar 100 mil toneladas de CO₂ por ano? Esta é a meta do CCS São Tomé, nosso grande laboratório de descarbonização.

Neutralizar as emissões de carbono em nossas operações até 2050, é um objetivo audacioso e necessário para a transição energética. E com grandes missões, vêm grandes projetos e desenvolvimento de tecnologias que parecem coisa de cinema.

Assim é o CCS São Tomé, um projeto com o objetivo de retirar milhares de toneladas de gás carbônico da atmosfera. Quer dizer, retirar não, a tecnologia usada nem vai deixar que os gases cheguem à atmosfera. 

Ficou impressionado? Siga no texto e veja como pretendemos atingir esse super objetivo e ainda multiplicar a ideia por todo Brasil!

Antes de tudo: o que é CCS?

CCS (Carbon Capture and Storage ou Captura e Armazenamento de Carbono, em português) é um processo que permite capturar e armazenar o carbono em reservatórios subterrâneos.

Vamos fazer uma comparação para explicar melhor. Imagine que uma fábrica é como uma grande chaminé que solta fumaça nociva no ar, essa fumaça representa o dióxido de carbono (CO₂) e outros gases do efeito estufa que, em excesso, agravam o aquecimento global. 

O CCS funciona como um aspirador gigante colocado na chaminé, que suga essa fumaça antes que ela alcance o ar. Depois de sugada, essa fumaça não é liberada, mas sim guardada com segurança em um depósito subterrâneo, uma espécie de armazém secreto no subsolo, onde ela fica guardada para sempre, sem prejudicar o meio ambiente.

Assim, o CCS evita que o CO₂ poluente vá para a atmosfera, ajudando a proteger o planeta do aquecimento global. 

Veja também: 7 tipos de robôs que nós temos e você precisa conhecer!

CCS e CCUS são a mesma coisa?

As siglas se parecem, mas não são a mesma coisa. A diferença está justamente no U, que aparece em CCUS (Carbon Capture, Utilization and Storage) e falta em CCS. Enquanto no CCS há a captura e armazenamento de carbono, no CCUS o CO₂ é usado. Um dos efeitos desse uso é maior produtividade nas reservas de petróleo.

CCS São Tomé: nosso laboratório de descarbonização

Agora que você entendeu o que é CCS, vamos ao CCS São Tomé. Ele é mais do que um projeto para captura, transporte e armazenamento de carbono. É o nosso laboratório de descarbonização, próximo à Macaé (RJ). O projeto permitirá que a gente valide, em tempo real, tecnologias e a partir dessa experiência multiplique hubs de descarbonização no Brasil. 

Nosso objetivo é capturar 100 mil toneladas de CO₂ por ano. Uma meta ousada, mas que acreditamos que poderemos alcançar com muita pesquisa e tecnologia.

O projeto também é o primeiro no Brasil a integrar a captura, transporte e armazenamento geológico em rochas reservatório. O CO₂ será armazenado em um reservatório salino profundo, na região de Barra do Furado, em Quissamã (RJ). 

O CO2 será capturado na Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas, será transportado por meio de um duto e injetado em um poço até chegar no reservatório.

Infográfico do CCS São Tomé mostrando as etapas de Captura de CO2 na Unidade de Tratamento de Gás, o Transporte por 70km, o desenvolvimento de Poço injetor e 3 monitores, e o Armazenamento de CO2 em reservatório salino a 1000m de profundidade na área de Barra do Furado.

Nosso trabalho na CCS será monitorado por órgãos reguladores como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Instituto Estadual do Ambiente (INEA).

Meta de carbono neutro até 2050 e transição energética justa

Temos a meta de alcançar a neutralidade de carbono até 2050 em nossas operações e produtos. Ou seja, toda emissão de carbono será compensada com ações que retiram gases poluentes do ar e, em paralelo, usaremos tecnologias e técnicas para evitar que os gases sejam liberados na atmosfera, a exemplo do CCS São Tomé. 

Juntos, tanto a compensação de carbono quanto a captura e armazenamento nos ajudarão a neutralizar o CO₂. Assim, o desenvolvimento de soluções inovadoras no CCS São Tomé nos ajudará a bater essa meta. 

O projeto contribui para o cumprimento dos nossos compromissos e para a promoção da transição energética justa. Afinal, na transição energética justa, o uso de todas as fontes de energia é importante para garantir que todos tenham acesso à energia de forma ininterrupta. Com a remoção de CO₂, o petróleo e gás tornam-se menos poluentes.

Este é apenas um dos nossos projetos que contribuem com a transição energética justa. Veja o que mais estamos fazendo para liderar essa mudança.

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