Tupi: conheça 8 curiosidades sobre o campo mais produtivo do pré-sal

Explore maravilhas e desafios nas águas do pré-sal brasileiro, com destaque para o campo de Tupi

Atualizado em 14/05/2026

Postado em 04/04/2024

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Dar a volta ao mundo em 80 dias? Se essa missão parecia totalmente inviável no final do século XIX, a ponto de ser uma das viagens extraordinárias da coletânea de livros do escritor francês Júlio Verne, hoje em dia conseguimos realizar o mesmo feito em pouco mais de três dias, considerando as escalas de avião.

Nós, seres humanos, somos movidos pela curiosidade, pela vontade de desbravar, de alcançar novos feitos. Queremos ultrapassar limites e transformar o impossível em realidade.

E, assim como pegar um avião e chegar a outro continente em algumas horas, explorar e produzir os reservatórios do pré-sal — que chegam a incríveis 7 mil metros de profundidade — se tornou possível a partir de muita pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, com o campo de Tupi despontando como um dos mais produtivos nesse cenário desafiador.

Infográfico mostrando quais profundidades alcançam as plataformas de petróleo, comparando com altura do Monte Everest.
Curiosidades sobre a profundidade do campo de Tupi.

8 curiosidades para entender a importância do Campo de Tupi para o pré-sal

Foi no campo de Tupi, a cerca de 300 km da costa, onde iniciamos nossa história no pré-sal, quebrando paradigmas e abrindo caminho para uma nova fronteira exploratória. Desde então, acumulamos feitos que refletem nosso protagonismo nessa aventura extraordinária em águas ultraprofundas. Separamos, a seguir, os principais.

1. Produção no campo de Tupi

A produção de petróleo no campo de Tupi/Iracema já alcançou, por duas vezes, a marca de 1 milhão de barris por dia (bpd)! Primeiro em 2019 e depois em 2026. É graças a campos como ele, atualmente, mais de 80% de todo o petróleo produzido no Brasil vem do pré-sal.

O campo de Tupi/Iracema representa cerca de 23% da produção da Petrobras. Ao todo, são 9 unidades em operação e profundidade total de 7 mil metros, ou o equivalente a 184 estátuas do Cristo Redentor. A área total da jazida é de cerca de 1600 km2, o que corresponde a 8.790 estádios do Maracanã.

2. Mais de 2 bilhões de barris de petróleo extraídos

O campo de Tupi também é o nosso segundo maior campo em produção acumulada. Em 2021, apenas 11 anos após o início das operações na região, já era o ativo com maior produção em águas profundas do mundo, chegando à marca de 2 bilhões de barris de óleo equivalente acumulados! Fica atrás somente de Marlim, campo do pós-sal, que produz há mais de 30 anos e levou aproximadamente 18 anos para atingir os 2 bilhões.

3. Tupi no ranking mundial de produtores

Em 2020, nossa produção média já colocaria o campo de Tupi em 21º lugar entre os maiores produtores de petróleo, à frente de países como Omã e Venezuela. E o pré-sal como um todo, contando todos os campos e poços, estaria ainda mais pra cima nesse ranking, chegando ao 11º lugar, acima da Nigéria.

4. Maior levantamento sísmico 3D do mundo, na Bacia de Santos

Para identificar as riquezas, até então desconhecidas, que se encontravam abaixo do subsolo marítimo, realizamos na Bacia de Santos um levantamento sísmico 3D que bateu recordes. Foram mais de 20 mil km² mapeados em quatro anos, o equivalente ao território da Eslovênia ou duas vezes a área do Líbano.

Essa tecnologia evoluiu, e hoje usamos sísmica 4D para enxergar além do fundo do mar.

5. Intensidade na instalação dos sistemas em Tupi

Mais do que a plataforma, parte mais visível das nossas operações offshore, instalar um sistema de produção completo requer a construção e completação de diversos poços de petróleo, além da interligação de vários quilômetros de linhas submarinas.

Abaixo da linha d’água, estão instalados pelo campo de Tupi 117 poços, entre produtos e injetores de água ou gás, e 2.205 km de linhas submarinas, como risers, flowlines e umbilicais. Tudo isso conectado às plataformas que atualmente produzem em Tupi — a primeira delas chegou lá em 2010, apenas quatro anos após a descoberta do campo.

6. Evolução tecnológica para construir em tempo recorde

Os poços do campo de Tupi são construídos num ritmo três vezes mais rápido do que no início das operações, o que se traduz em uma economia de milhões de dólares.

Tudo isso graças à evolução do conhecimento no pré-sal, da aplicação das mais modernas tecnologias, além da padronização de equipamentos submarinos e dutos flexíveis, entre outros avanços.

7. Inovações premiadas em Tupi

Ir aonde ninguém havia ido demandou o desenvolvimento de tecnologias inovadoras, que nos renderam o principal prêmio da indústria offshore de petróleo.

Recebemos, em 2015, o prêmio Distinguished Achievement Award da Offshore Technology Conference (OTC) pelo conjunto de 10 tecnologias aplicadas em condições únicas no polo pré-sal da Bacia de Santos, um feito inédito na indústria. Dessas, nove foram utilizadas em Tupi. 

E é nesse mesmo campo que continuamos a nossa jornada de desenvolvimento apoiado por tecnologias, como o projeto de digital twins (gêmeos digitais) na P-66. 

8. Futuro promissor

Nossa história extraordinária no campo de Tupi só começou: em 2020, apenas 5% da jazida havia sido produzida. Pelas nossas projeções, Tupi seguirá como o campo mais produtivo do Brasil nos próximos anos. 

Campo de Tupi: uma saga de inovação, prosperidade e horizontes infinitos

Mais que ponto de partida da produção do pré-sal, o campo de Tupi foi o motor de seu desenvolvimento e o laboratório a céu aberto de inovações e tecnologias que permitiram avanços inéditos nessa província.

Graças a Tupi, alcançamos patamares inéditos de produção, quebramos recorde atrás de recorde e deixamos um legado sem precedentes para a indústria. Agora que você já conhece os principais marcos da nossa produção no campo de Tupi, que tal descobrir como fazemos isso?

Conheça mais sobre nossa exploração e produção de petróleo e veja como utilizamos tecnologias para garantir a energia necessária à sociedade.

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