Matriz energética: o que é e o que estamos fazendo para torná-la ainda mais renovável no Brasil
Entenda o que é matriz energética e como o Brasil se tornou referência em transição para fontes renováveis no cenário global da energia.
Uma das fontes de energia renovável da matriz energética brasileira é o biodiesel.
Toda vez que você acende a luz, coloca o celular para carregar ou liga um eletrodoméstico, está consumindo energia. Mas você já parou para pensar de onde ela vem? A resposta está na matriz energética, que são as diferentes fontes que um país usa para abastecer a sua população. No caso do Brasil, é ainda mais surpreendente.
Enquanto o mundo depende, em sua maioria, de fontes não-renováveis no fornecimento de energia, o Brasil chegou a 50% da sua matriz energética vinda de fontes renováveis. Impulsionado pelo crescimento acelerado das fontes eólica, solar e de bioenergia, nossa matriz elétrica é 88,2% renovável, enquanto a participação de renováveis na energia mundial foi de 16%, sendo 32% na oferta de eletricidade.
Venha entender o que é matriz energética e como esse é o caminho para uma transição energética mais justa, segura e sustentável.
O que é matriz energética?
Matriz energética é o conjunto de fontes de energia utilizadas em um país e no mundo para suprir a demanda energética da população. Ou seja, é de onde vem a energia que usamos no dia a dia para sanar nossas necessidades, como cozinhar, nos deslocar ou usar eletrodomésticos.
Essa energia pode vir de diversas fontes, entre elas:
- hidrelétrica;
- solar;
- eólica;
- gás natural;
- petróleo e derivados.
Qual a diferença entre matriz energética e matriz elétrica?
A diferença entre matriz energética e matriz elétrica está no tipo de energia que cada uma engloba.
Matriz energética é o conjunto de todas as fontes de energia usadas em um país, incluindo eletricidade e combustíveis usados em transportes, indústrias e residências. Ela envolve fontes como:
- petróleo;
- gás natural;
- biomassa;
- carvão;
- energia solar;
- energia eólica;
- hidrelétrica;
- e outras fontes.
A matriz elétrica representa apenas as fontes utilizadas para gerar eletricidade. Ou seja, ela considera a produção de energia elétrica a partir de hidrelétricas, usinas solares, eólicas, termelétricas, nucleares etc.
Por que a matriz energética do Brasil surpreende o mundo
Para suprir a demanda, a matriz energética é composta por fontes renováveis e não renováveis. Há um esforço para torná-la mais diversificada, com adição de fontes limpas.
No entanto, no mundo predominam as energias não renováveis. E é importante que sejam usadas todas as fontes disponíveis, já que a cada ano a demanda energética mundial aumenta.
Matriz energética global
Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a matriz energética global é predominantemente formada por combustíveis fósseis e fontes não renováveis.
Composição da matriz energética mundial em 2023, de acordo com a IEA:
- Petróleo e derivados: 30,2%
- Carvão mineral: 27,8%
- Gás Natural: 22,7%
- Biomassa e Biocombustíveis: 8,8%
- Nuclear: 4,7%
- Hidráulica: 2,4%
- Outras fontes: 3,4%
Matriz energética brasileira
O Brasil é referência mundial no uso de fontes renováveis na matriz energética. De acordo com o Balanço Energético Nacional (BEN), 50% da energia usada no Brasil vem de fontes renováveis, 36% superior à média mundial.
Composição da matriz energética do Brasil:
- Petróleo e derivados: 34%
- Biomassa: 16,7%
- Hidráulica: 11,6%
- Lenha e carvão vegetal: 8,5%
- Outras renováveis: 8,1%
- Eólica e solar: 5,1%
- Carvão mineral: 4,5%
- Importação: 3,3%
- Nuclear: 1,3%
- Outras não renováveis: 0,6%
O que fazemos todos os dias para que o Brasil vá ainda mais longe
Além da produção e pesquisa no setor de Petróleo e Gás, atuamos de maneira ativa na composição e diversificação da matriz energética brasileira.
Reforço da segurança energética
A segurança energética, que busca garantir que todos tenham acesso à energia ininterruptamente e em quantidade suficiente a preços acessíveis, é um desafio diante do aumento da demanda energética mundial. Ao mesmo tempo, é uma necessidade.
Destacamos o papel fundamental que desempenhamos na garantia da segurança e soberania energética do Brasil, contribuindo com o abastecimento de derivados de petróleo, gás natural e outros produtos essenciais para a sociedade.
Já atuamos em outros momentos desafiadores, como quando o país corria o risco de viver um racionamento de energia nos anos 2000. Nós fornecemos gás natural para as usinas termelétricas pautadas no Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT), mediante o decreto nº 3.371/2000.
Diversificação de fontes energéticas renováveis
A produção de energia com fontes mais sustentáveis é assunto sério aqui na Petrobras. Por isso, os investimentos em pesquisas nesse setor estão em nosso plano de negócios 2025-2029 com ênfase em:
- energia eólica onshore/offshore;
- energia solar;
- biorrefino;
- hidrogênio de baixo carbono.
Um dos destaques mais recentes é a nossa parceria com Lightsource bp, uma líder global em desenvolvimento, construção e operação de soluções de energia renovável onshore, com a aquisição de 49,99% de suas subsidiárias para impulsionar projetos solares. Essa colaboração representa um passo significativo e estratégico rumo à transição energética justa, e será estruturada como uma joint venture, com gestão compartilhada entre as empresas.
Da solar para eólica, outra parceria produtiva é a tecnológica do Cenpes, nosso Centro de Pesquisa, com a WEG, para criar uma nova geração de aerogeradores. Em 2025 demos início à operação do protótipo que se tornou o maior aerogerador das Américas!
O hidrogênio de baixo carbono (HBEC) também é um dos protagonistas nessa diversificação, e estamos com nossa primeira planta piloto para geração dele em implantação na Usina Termelétrica do Vale do Açu, em Alto do Rodrigues, no Rio Grande do Norte. A nova fonte tem capacidade de eletrólise de 2 MW e previsão para entrar em operação no primeiro semestre de 2026.
Também promovemos pesquisas em tecnologias avançadas, como a produção de biocombustíveis de segunda geração a partir de biomassa lignocelulósica.
Acreditamos que a transição energética justa, que é a mudança da matriz energética para fontes de energia mais limpas e renováveis, deve acontecer de forma democrática, sustentável e de forma segura, com o acesso à energia para todos.
Menos emissões de carbono
A descarbonização, que consiste na emissão reduzida ou zerada de carbono, é uma das formas que contribuímos para uma matriz energética brasileira mais sustentável.
Só em 2025, nossas operações tiveram uma redução de emissões absolutas em 36%, alcançando o total de 50 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. Entre os anos de 2015 e 2025, houve redução em 62% das emissões diretas de metano, o que nos fez receber pelo terceiro ano consecutivo o selo Gold Standard Pathway da Oil and Gas Methane Partnership (OGMP).
Transição energética justa que não deixa ninguém para trás
A Petrobras apoiou o MME (Ministério de Minas e Energia) na execução do Conpet (Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural). O objetivo é evitar o desperdício de fontes de energia não renováveis, como o petróleo, gás e seus derivados.
Uma das iniciativas é com o incentivo da produção e uso de veículos mais eficientes por meio da Participação no PBEV (Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular), em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Temos um representante no Conpet.
O Brasil já provou que é possível crescer com energia limpa, mas a transição energética justa que defendemos vai além dos números. Significa garantir que o avanço da matriz energética chegue a todas as regiões, gere empregos, movimente a economia local e alcance a todos os brasileiros. Energia sustentável, acessível e soberana, esse é o Brasil que estamos construindo juntos.
Gostou desse conteúdo? Então você também vai gostar de descobrir o que estamos fazendo para reduzir a pegada de carbono de nossas operações.
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