Reinjeção de CO₂ no pré-sal: descubra a tecnologia CCUS

No pré-sal, o CO₂ pode ser capturado, tratado e reinjetado em reservatórios, apoiando a estratégia de descarbonização. Nós te mostramos como acontece.

Atualizado em 19/06/2026

Postado em 19/06/2026

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Você já imaginou como uma viagem de ida e volta a milhares de metros de profundidade pode fazer a diferença para todos nós?

Bom, é exatamente isso o que tem acontecido no caso do pré-sal, com a reinjeção de CO₂ ajudando nossa companhia a avançar em uma ampla jornada de descarbonização , com a redução de emissões de gases, que vai ser boa para todo mundo. 

E a gente tem feito todo esse processo avançando em uma série de inovações, como as tecnologias de CCUS, responsáveis por alguns dos principais caminhos de captura, utilização e armazenamento de carbono, já integrados À produção de petróleo e gás.

Uma história que, inclusive, ganhou um novo capítulo em 2025, quando nossa companhia ultrapassou a marca acumulada de 80 milhões de toneladas de CO₂ reinjetadas nos reservatórios do pré-sal. Muito né?

Agora, quer entender por que esse processo é considerado uma das soluções que mais contribuem para reduzir emissões e para a descarbonização

Então, prepare seu kit de viagens e venha com a gente, porque hoje é dia de conhecer o que é a reinjeção de CO₂ e o impacto dele para o nosso mundo!

O que é reinjeção de CO₂ no pré-sal?

Para começarmos bem essa conversa, boa entender por que estamos falando de reinjeção de CO₂ no pré-sal? Simples. O fato é que, quando pensamos na produção de petróleo e gás, é comum imaginar apenas o combustível chegando à superfície. 

Só que, na verdade, os reservatórios guardam uma mistura de diferentes componentes, incluindo o dióxido de carbono, o famoso CO₂. E em alguns campos do pré-sal, esse gás aparece naturalmente associado aos fluidos produzidos. 

E aí, o que acontece é que, durante a produção, cada elemento segue seu rumo, e o CO₂ é separado das demais correntes e segue para um sistema específico de tratamento. 

Mas é aqui que entra a reinjeção: em vez de liberar o CO₂ para a atmosfera, o CCUS permite que todo esse gás possa ser devolvido ao reservatório de origem no fundo do mar por meio de sondas e operações específicas.

O que é CCUS?

Já deu para ver que, se você pesquisar agora sobre reinjeção de CO₂, com certeza uma sigla vai merecer sua atenção: CCUS.

O termo vem do inglês Carbon Capture, Utilization and Storage, que pode ser traduzido como captura, utilização e armazenamento de carbono, trazendo para o bom português. 

E a lógica é simples, tá? Estamos falando de um conjunto de tecnologias capazes de capturar o CO₂ antes que ele chegue à atmosfera, dar algum uso ao gás quando possível e armazená-lo de forma segura em estruturas geológicas adequadas.

A reinjeção realizada no pré-sal é uma das aplicações dessa tecnologia. Ela reúne captura, utilização operacional e armazenamento geológico em uma mesma solução.

Por isso, o CCUS é considerado uma ferramenta importante para apoiar estratégias de descarbonização em diferentes setores da economia.
 

Entenda como a Petrobras realiza a captura e reinjeção de carbono (CCUS) em suas operações offshore. O processo reduz emissões de CO₂ ao reinjetar o gás capturado no reservatório submarino durante a produção de petróleo. Você disse: chat, preciso que você faca uma alt text e uma  legenda para essa imagem
Nosso processo de captura e reinjeção de carbono nas operações offshore. 
 

 Como funciona o caminho do CO₂ até a reinjeção

Para entender essa jornada, vale imaginar cada etapa como parte de uma mesma viagem.

Produção no pré-sal
Tudo começa nos reservatórios localizados abaixo da camada de sal. É dali que chegam à superfície o óleo, o gás natural e outros componentes associados à produção.

Separação do CO₂
Ao chegar às plataformas, esses componentes passam por sistemas de processamento. Nessa etapa, o CO₂ é separado das demais correntes para seguir por um caminho próprio dentro da operação.


Tratamento e compressão
Depois da separação, o gás passa por tratamento e compressão. Esse preparo permite que ele alcance as condições necessárias para ser reinjetado no reservatório.

Reinjeção no reservatório
Com tudo pronto, o CO₂ retorna ao subsolo por meio de poços específicos. O destino são formações geológicas profundas localizadas na própria região produtora.

Armazenamento geológico
Uma vez reinjetado, o carbono permanece armazenado em estruturas geológicas adequadas para essa finalidade. É a etapa que completa sua viagem de volta ao reservatório.
 

Por que a reinjeção de CO₂ contribui para a descarbonização?

A descarbonização envolve diferentes caminhos. Alguns passam pelo desenvolvimento de novas fontes de energia. Outros buscam reduzir as emissões associadas às atividades que já fazem parte da matriz energética atual.

É nesse contexto que a reinjeção de CO₂ ganha relevância. Ao evitar que o carbono separado da produção seja emitido diretamente para a atmosfera, a tecnologia contribui para a redução das emissões operacionais.

Ao mesmo tempo, vale lembrar que essa é apenas uma das iniciativas que integram a estratégia de descarbonização da nossa companhia, ao lado de ações voltadas para eficiência energética, inovação e desenvolvimento de soluções de baixo carbono.
 

 O marco da Petrobras no pré-sal

Números ajudam a contar histórias. E, no caso da reinjeção de CO₂, eles ajudam a mostrar a escala que essa tecnologia alcançou no Brasil.

Em 2025, nossa companhia ultrapassou a marca acumulada de 80 milhões de toneladas de CO₂ reinjetadas nos reservatórios do pré-sal da Bacia de Santos. Aliás, somente neste ano, foram devolvidos 17,9 milhões de toneladas de gás carbônico em poços abaixo da camada de sal.

E o trabalho não para. Hoje, por exemplo, são 24 plataformas do tipo FPSO operando no pré-sal com sistemas de captura e reinjeção de carbono, ajudando a tornar esse processo ainda mais forte. 

Isso sem falar que nossa adoção dessa tecnologia em águas ultraprofundas é considerada pioneira em escala mundial, como uma das tecnologias mais inovadoras à produção de petróleo e gás, viu?

Reinjeção de CO₂ e transição energética

A transição energética costuma ser associada a novas fontes renováveis, mas ela também passa pela evolução das tecnologias utilizadas hoje para produzir energia com menor intensidade de emissões.

É nesse cenário que o CCUS ganha relevância. Reconhecida internacionalmente como uma tecnologia importante para a mitigação de emissões, ela pode contribuir especialmente em setores onde a redução do carbono é mais complexa.

Ao lado de iniciativas ligadas à bioenergia, combustíveis renováveis e inovação, a reinjeção de CO₂ ajuda a ampliar os caminhos possíveis para uma transição energética justa, segura e adaptada às necessidades do Brasil.
 

Reinjeção de CO₂ no pré-sal: uma viagem pelo nosso futuro

A reinjeção de CO₂ no pré-sal mostra como conhecimento científico, inovação e engenharia podem trabalhar juntos para enfrentar desafios ligados às mudanças climáticas e em busca de tecnologias mais sustentáveis de verdade. 

E ao ultrapassar marcas importantes, como os mais de 80 milhões de toneladas já reinjetadas, é fácil perceber como essa tecnologia é fundamental para reforçar a descarbonização das operações e a transição energética.

Afinal de contas, é cuidando do que existe que a gente ganha uma injeção de ânimo para viver melhor o amanhã, não é?
 

Desvende o caminho do CO₂ no pré-sal

A viagem do CO₂ pré-sal: da produção à reinjeção
Passo a passo da reinjeção de CO₂ no pré-sal, da captura na plataforma ao retorno às formações geológicas profundas.
 

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