O tipo de inovação tecnológica que transformou um problema no fundo do oceano em tecnologia premiada
Entenda o que é inovação aberta e como aplicamos esse processo nas nossas operações. Saiba mais!
A inovação tecnológica que monitora dutos flexíveis submarinos com fibra óptica para detectar rupturas e garantir a segurança das operações no fundo do mar.
Nas nossas operações no pré-sal, nos deparamos com um problema cuja solução veio de uma parceria que uniu olhares, conhecimento e expertises diferentes, resultando em uma tecnologia que hoje é referência mundial: o M.O.D.A - Monitoramento Óptico de Arame.
Ele é fruto de um modelo de gestão que vem ganhando cada vez mais espaço entre as grandes empresas: a inovação aberta. Vem entender melhor sobre ela, os números que comprovam sua eficácia e como ela é importante para nossas operações!
O que é inovação aberta?
A inovação aberta é um modelo de gestão em que se inova a partir da colaboração e troca com pessoas e organizações de fora da sua empresa, como universidades, startups, centros de pesquisas e outros players.
Se olharmos ao nosso redor, começamos a perceber que ela vem se tornando cada vez mais importante para as grandes empresas, em todos os setores, que reconhecem que o conhecimento necessário para algumas respostas pode vir de fora.
Inovação aberta na Petrobras já é M.O.D.A.
E um grande exemplo de como estamos usando parcerias e inovação aberta para gerar novas tecnologias é o M.O.D.A. (Monitoramento Óptico de Arame), nascido a partir do Programa Conexões Petrobras, que vem colocando nossos profissionais para trabalhar de forma conjunta ao lado de outros integrantes do ecossistema de inovação do nosso mercado.
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Como funciona a tecnologia M.O.D.A.?
Abaixo da superfície do oceano, dutos flexíveis conduzem o óleo e o gás produzidos em nossos poços até as plataformas. Esses dutos são reforçados por camadas de arames de aço e, quando um desses arames se rompe, identificar o problema a tempo, antes que o dano avance e comprometa toda a estrutura, é um desafio técnico complexo.
Foi assim que se deu origem ao M.O.D.A., uma tecnologia criada em parceria entre o nosso Centro de Pesquisa (CENPES) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
O sistema utiliza sensores de fibra óptica para indicar antecipadamente, e com precisão, o surgimento de danos estruturais nos dutos flexíveis (chamados de “risers”). Esses danos podem ocorrer por vários fatores, como a corrosão, e o M.O.D.A. permite que sejam identificados e corrigidos antes que prejudiquem a operação.
Sem a necessidade de eletrônica embarcada nos pontos de medição, a solução se torna mais robusta, confiável e fácil de manter mesmo a muitos metros de profundidade.
Os resultados do M.O.D.A.
O M.O.D.A. é um dos exemplos mais concretos do que a inovação aberta pode gerar. Nos últimos dez anos, investimos mais de R$ 24 bilhões em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e os resultados falam por si.
Royalties superiores a R$ 8 milhões
Após o desenvolvimento, a tecnologia foi licenciada de forma não-exclusiva para uma empresa de mercado, com o objetivo de criar um fornecedor independente capaz de atender tanto às nossas necessidades quanto às de outras empresas do setor.
O resultado foi a comercialização do M.O.D.A. para empresas como Shell, GE Oil&Gas e Flexibras, gerando valores de royalties superiores a R$ 8 milhões.
Prêmio de Inovação Tecnológica da ANP (2014)
O Projeto M.O.D.A. foi reconhecido pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis como uma das tecnologias mais inovadoras desenvolvidas para uso no pré-sal.
Distinguished Achievement Award da OTC (2015)
No ano seguinte, em 2015, veio o reconhecimento global. O M.O.D.A. conquistou o Distinguished Achievement Award da Offshore Technology Conference (OTC), considerado o maior evento da indústria mundial de petróleo e gás.
Uma premiação que não apenas validou a tecnologia, mas nos posicionou como referência internacional em inovação tecnológica submarina.
Programa Conexões para Inovação: como a Petrobras pratica a inovação tecnológica aberta
O M.O.D.A. é mais um capítulo de nossa história, mas a inovação aberta continua em andamento.
O modelo que funcionou com a PUC-Rio e o CENPES é o mesmo que orienta o Programa Conexões para Inovação:
- identificar necessidades reais;
- buscar os parceiros certos;
- criar soluções juntos.
As melhores soluções para problemas complexos raramente emergem de um único ponto de vista. Um ecossistema de inovação permite reunir diferentes parceiros e atores para pensar em diferentes soluções.
Conheça o Projeto Conexões para Inovação e veja como iniciar parcerias com a gente!
Quer conhecer outras iniciativas de inovação aberta que estamos desenvolvendo para o futuro da energia? Conheça o Programa Conexões para Inovação e veja como você pode trabalhar lado a lado com pesquisadores e empresas em um grande ecossistema de inovação!
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