Conheça 6 tecnologias inovadoras que fazem nossa operação ser referência na indústria petrolífera global
Gêmeos digitais, robôs autônomos e mais: conheça como funcionam 6 tecnologias inovadoras que nos tornaram referência mundial na indústria petrolífera.
Plataforma de petróleo FPSO Almirante Tamandaré, que usa muita tecnologia para produzir nossa energia. Foto: Divulgação Yinson.
Nossa produção de petróleo em alto-mar iniciou em 1968, quando ainda não existiam tecnologias tão avançadas. Ainda assim, lançamos nosso primeiro poço offshore para explorar petróleo e isso nos trouxe até aqui: uma das maiores referências do mundo quando o assunto é indústria petrolífera.
O que hoje parece trivial, na época foi vanguarda. Mais de meio século se passou e, como era de se esperar, nossas operações evoluíram muito. Nossos investimentos em desenvolvimento de tecnologias inovadoras já nos renderam cinco prêmios OTC, considerados o reconhecimento máximo no setor de energia global.
Conheça 6 dessas tecnologias inovadoras e entenda como produzimos petróleo de forma cada vez mais eficiente e sustentável.
1. HISEP e CCUS: como capturamos carbono antes mesmo de ele sair do fundo do mar
O CO₂ sempre foi um dos grandes desafios da produção de petróleo em águas profundas. O gás carbônico é solto do leito do mar, sobe até a plataforma e, depois, é liberado na atmosfera. Para evitar isso e tornar nossa operação mais limpa, criamos uma tecnologia inovadora e inédita: a HISEP (High Pressure Separation), que faz a separação do gás carbônico em alta pressão.
A HISEP, desenvolvida no Cenpes, nosso centro de pesquisas, separa e reinjeta CO₂ ainda no fundo do mar. Isso não só incentiva a descarbonização do setor, mas também aumenta a pressão nos reservatórios e melhora a produtividade dos poços de petróleo.
Falando em captura de carbono, não podemos esquecer do nosso programa de captura, uso e armazenamento de Carbono: o CCUS. No entanto, esse não é um projeto qualquer. Segundo o Global CCS Institute, é simplesmente o maior do mundo em volume de captura!
💡 Entender como o CCUS funciona na prática
Desde a implantação em 2008 até 2025, o volume total acumulado chegou ao marco histórico de 80 milhões de toneladas de CO₂ reinjetadas no pré-sal. São 80 milhões de toneladas de gás carbônico a menos na atmosfera, que não estão poluindo o ar e provocando mudanças climáticas.
Além da combinação de tecnologias HISEP e CCUS, 23 FPSOs que operam na extração de petróleo e gás do pré-sal contam com o CCUS-EOR, uma versão avançada do programa CCUS. A solução atua na recuperação de gás carbônico e garante a intensidade de carbono de 10kgCO₂ por barril produzido, o que nos coloca no 1º quartil mundial em eficiência.
No fundo, transformamos um passivo ambiental em vantagem operacional. Essa estratégia pode resultar em uma queda expressiva de até 70% das emissões, considerando diferentes tecnologias de captura.
Saiba mais das nossas iniciativas rumo à descarbonização em nosso Caderno de Mudança do Clima e Transição Energética 2025.
2. Annelida: o robô que resolve o que humanos não conseguem
Os dutos usados por nossas plataformas para extrair o petróleo podem chegar a quilômetros de comprimento. Mas há um problema: no fundo do mar, as variações de pressão e de temperatura podem causar a formação de bloqueios nesses dutos, como parafina e hidratos.
Para resolver isso com mais facilidade, o robô Annelida foi criado por nós em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), Senai/SC, Senai/RS e Universidade de São Paulo (USP).
O robô é lançado da plataforma e, tendo um movimento inspirado nas minhocas, se desloca até a obstrução. Chegando lá, ele gera uma reação química controlada que emite o calor necessário para retirar o bloqueio. Essa tecnologia na produção de petróleo pode até parecer simples, mas resolve um problema que existe há décadas no setor mundial e pode gerar ganhos de centenas de milhões de reais!
💡 Mergulhe no universo da robótica e conheça 10 tipos de robôs que nós temos e você precisa conhecer!
3. Digital Twins: uma cópia digital estratégica em nossas operações
Para que as plataformas de petróleo mantenham sua posição mesmo com o mar revolto, são usadas diversas linhas de amarração, chamadas de “sistemas de ancoragem”, projetadas para fixá-las ao leito do mar. No processo de verificação para avaliar se esses sistemas estão funcionando corretamente, utilizamos veículos robôs operados remotamente que buscam possíveis falhas.
Esse método, porém, tem custo elevado e pode demorar na identificação de problemas. O que está por trás para solucionar este problema, é mais uma tecnologia de simulação incrível: os gêmeos digitais de ancoragem.
Digital twins são cópias digitais exatas de um objeto ou sistema, substituindo protótipos físicos. Com elas, conseguimos:
- realizar análises e testes nas nossas operações;
- simular diferentes cenários antes de colocar em prática;
- entender o desempenho em tempo real;
- identificar e antecipar problemas possíveis;
- reduzir riscos custos da operação de todos os sistemas de ancoragens das nossas plataformas.
4. Ultrassom offshore: o robô controlado remotamente que faz reparos em alto-mar
Nas nossas plataformas de petróleo, até mesmo tecnologias já conhecidas são utilizadas de maneira inovadora. É o caso do ultrassom.
Em 2022, fizemos a primeira inspeção offshore (em alto-mar) usando ultrassom, por meio de um robô controlado remotamente. Com ela, conseguimos fazer inspeções mais seguras em equipamentos e tubulações internas das plataformas à procura de possíveis vazamentos. A partir disso, instalamos reparos temporários para evitar vazamentos.
💡 Você sabe como conseguimos esse feito inédito? Vem conferir como a robótica está revolucionando o nosso futuro!
5. POB0: e se nossas plataformas pudessem operar sem ninguém a bordo?
Já imaginou uma plataforma ou navio petroleiro funcionando normalmente com zero pessoas a bordo? Bem, a gente já. E estamos trabalhando para isso.
O programa POB0 - People on Board 0 foi criado para diminuir a exposição de pessoas aos riscos de trabalharem embarcadas. Para isso, estão sendo desenvolvidas soluções para viabilizar operações remotas, com ações que otimizem nossos processos e mudanças conceituais nos projetos de novas plataformas. E várias delas já foram testadas e aprovadas, como:
- Robô de pintura para fazer tratamento e pintura do costado das plataformas — que é a parte externa do casco do navio que fica sobre a água;
- Uso de drones para fazer inspeção visual de tanques de carga das plataformas;
- Uso de tecnologias de realidade aumentada ou virtual para dispensar embarques na identificação de modificações nos FPSOs;
- A inclusão de digital twins em novos projetos.
- O objetivo é ter, na próxima década, uma plataforma FPSO de grande capacidade funcionando de maneira remota ou automatizada!
6. Iniciativa Boatless: como trabalhamos no oceano sem precisar de barcos
Para extrair petróleo e gás natural, temos que operar em profundidades que passam de 2500m e distâncias que passam de 300km da costa. Para diminuir os riscos e custos nesses locais inóspitos, também estamos trabalhando para diminuir o número de embarcações de apoio nas nossas operações em águas profundas.
Nossos novos Veículos Submarinos Autônomos (AUVs) terão a capacidade de substituir grande parte das atividades de risco atualmente realizadas por mergulhadores ou por Veículos Remotamente Operados (ROVs), que são controlados por uma equipe em uma embarcação de apoio.
Outras tecnologias na produção de petróleo
Da nanotecnologia à Internet das Coisas: a inovação já faz parte dos nossos projetos há muito tempo. Junto com diversos outros parceiros tecnológicos — como universidades, startups, fornecedores e centros de pesquisa —, idealizamos, desenvolvemos e testamos tecnologias inovadoras na produção de petróleo.
Dê o play para ver como são usados os robôs controlados remotamente (ROV) pela visão de nossos engenheiros:
Além de tornar nossas operações mais seguras, a iniciativa Boatless também diminui os custos e indiretamente reduz a emissão de gases de efeito estufa.
Outras tecnologias poderosas que movem nossas operações
Da nanotecnologia à Internet das Coisas: a inovação já faz parte dos nossos projetos há muito tempo. Junto com diversos outros parceiros tecnológicos — como universidades, startups, fornecedores e centros de pesquisa —, idealizamos, desenvolvemos e testamos tecnologias inovadoras na produção de petróleo.
E nossa expertise vai além das plataformas de petróleo. Por exemplo: você sabia que a linguagem de computação utilizada para programar os jogos Roblox e Angry Birds foi criada pela Petrobras em parceria com a PUC-Rio? As tecnologias da indústria do petróleo são mais amplas do que você imagina.
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