Pré-sal

Cidades submarinas: nossa tecnologia no fundo do oceano

Hoje, além das plataformas de petróleo, nosso sistema de exploração em águas profundas conta com verdadeiras cidades submarinas, situadas a mais de dois mil metros abaixo da superfície. São estruturas de grande porte com diversos equipamentos interdependentes e capazes de realizar tarefas complexas. Conheça, a seguir, os itens que compõem esse cenário "urbano":

Árvore de natal molhada — nome dado às válvulas nas quais é realizado o controle do fluxo de fluidos produzidos ou injetados. A nomenclatura curiosa surgiu nos EUA, quando funcionários da indústria local associaram o equipamento coberto de neve a um pinheiro de Natal. Depois que passou a ser utilizado no fundo do mar, ganhou o adjetivo “molhada”.

Manifold — com funções variadas, contempla um conjunto de válvulas e acessórios quem pode servir para direcionar a produção de vários poços para um duto coletor, ajudar na redução do número de linhas (dutos) conectadas à plataforma e diminuir o comprimento total das linhas de poços usadas em um sistema de produção.

Linhas flexíveis — dutos que coletam e escoam os fluidos para as unidades de produção. São necessários para a ligação entre as unidades, injeção ou descarte do material em reservatórios e transporte para o continente.

Risers — são os trechos suspensos das tubulações que interligam as linhas de produção submarinas às plataformas.

Equipamentos de interligação dos tipos PLET e PLEM — os PLETs (Pipeline End Termination) são equipamentos que possibilitam a interligação submarina entre dutos rígidos e dutos flexíveis ou entre um duto e um equipamento submarino. Já os PLEMs (Pipeline End Manifold) são instalados na extremidade de um trecho de duto, permitindo sua interligação com outros trechos.

Composição do sistema de exploração de petróleo em águas profundas

 

Além desses equipamentos, temos também conjuntos de mangueiras e cabos elétricos, os quais executam diferentes funções como monitoramento operacional, injeção de produtos químicos e operações remotas. Por falar nelas, o desafio para as próximas décadas é o de migrar equipamentos das plataformas para o fundo do mar — tornando, com isso, as operações mais seguras e eficazes, uma vez que permitem que o trabalho a distância seja possível com maior frequência.

Seja nas "cidades" submarinas ou naquelas em que vivemos, a busca constante por soluções tecnológicas inovadoras visa simplificar e facilitar o dia a dia tanto de seres humanos quanto dos robôs que colaboram conosco em condições inóspitas — como as encontradas em alto mar. 

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