O (en)canto que vem do oceano
Desde as profundezas dos mares, os cetáceos emitem sons que deixam os humanos em terra firme encantados.
O oceano guarda muitos segredos, e alguns deles a gente pode até ouvir. Existem animais aquáticos, como os cetáceos, que são fascinantes e possuem várias habilidades, a comunicação é uma delas!
Conheça um pouco mais sobre esses animais e descubra como atuamos na pesquisa e conservação dessas espécies no Brasil.
Quem são os cetáceos?
Conhecidos como os cantores dos oceanos, os cetáceos são animais dos quais fazem parte, entre outros, as baleias e os golfinhos. O termo “cetacea” vem do grego, “ketos”, que significa baleia ou monstro marinho.
Estudos indicam que os cetáceos modernos evoluíram a partir de animais terrestres que viviam próximos a rios e mares há cerca de 55 milhões de anos. Com o tempo, desenvolveram adaptações à vida aquática como membros transformados em nadadeiras, gordura para isolamento térmico e caudas poderosas para propulsão.
Uma diferença marcante entre os dois grupos é que os golfinhos (Odontocetos) possuem dentes, enquanto as baleias (Misticetos) têm barbatanas, placas que filtram o alimento diretamente da água.
O canto das baleias: linguagem do amor e da disputa
Nos dias de hoje, as evoluídas baleias das espécies Jubarte e Franca, acompanhadas de perto pelos projetos Baleia Jubarte e ProFranca, migram para as águas quentes da costa brasileira para reprodução. Em Abrolhos, o Projeto Baleia Jubarte tem utilizado a bioacústica, uma ciência que combina a biologia e a acústica para o estudo da produção sonora dos animais. Durante esta temporada reprodutiva, um gravador autônomo está gravando os cantos e ruídos na região para pesquisas.
E é justamente durante a época de reprodução que as baleias-jubarte macho cantam, provavelmente para chamar a atenção das fêmeas ou mesmo afastar outros machos. As “canções” são frases cantadas em longas sequências de repetição. O canto difere entre as populações de baleias e varia a cada temporada, sendo alterado lentamente até se tornar uma canção completamente distinta em cinco anos. Escute um pouquinho desse canto:
O som dos golfinhos na comunicação
Já o outro tipo mais conhecido de cetáceo, o golfinho, produz sinais sonoros que variam de acordo com seu comportamento. Os golfinhos da espécie residente em Fernando de Noronha são foco da atuação em conservação do projeto Golfinho Rotador.
Os golfinhos-rotadores produzem dois tipos de sinais em pulsos explosivos, além de estalidos de ecolocação, silvos com tons puros e assobios altos. A produção dos sons é realizada via sistema respiratório, por meio do estrangulamento e da vibração dos dutos e sacos de ar do crânio. Escute aqui o som de um golfinho:
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Como a Petrobras colabora na proteção aos cetáceos?
Não é apenas através de projetos patrocinados pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental que monitoramos e pesquisamos as baleias e golfinhos.
De Florianópolis (SC) até Cabo Frio (RJ), contamos com o Programa de Monitoramento de Cetáceos da Bacia de Santos (PMC-BS), estruturado e executado por nós para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal. O Programa reflete o compromisso da companhia com o ecossistema marinho e costeiro nas regiões onde a Petrobras concentra suas atividades.
Saiba mais sobre os nossos projetos patrocinados:
baleiajubarte.org.br
baleiafranca.org.br
golfinhorotador.org.br
O Segredo dos oceanos na luta contra as mudanças climáticas
O encantamento que vem das águas vai além do que os olhos podem ver, como na capacidade do oceano de ajudar a equilibrar o planeta. Por meio do programa Soluções Baseadas na Natureza, investimos em demais pesquisas que nos ajudam não só a proteger o clima, mas aumentar a resiliência do nosso litoral e de toda população marinha. Como o estudo de como os ecossistemas costeiros e marinhos realizam a ciclagem de carbono (blue carbon), e a do potencial do oceano e das algas marinhas como crédito de carbono, que reforça nossa estratégia de descarbonização, presente no nosso Caderno de Mudança do Clima e Transição Energética 2025.
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