O que é FPSO e como esse navio-plataforma transforma o petróleo do pré-sal em energia para o Brasil

Saiba tudo sobre o navio-plataforma FPSO e como a tecnologia transforma o petróleo do pré-sal em energia para o Brasil.

Atualizado em 28/05/2026

Postado em 26/12/2023

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No meio do oceano, a quilômetros de distância da costa, existe uma estrutura fundamental que está por trás de cada barril de petróleo produzido no pré-sal. Flutuando pelo mar, a plataforma FPSO produz, armazena e transfere petróleo 24 horas sem precisar de oleodutos.
Somos os maiores operadores de FPSOs do mundo e foi essa tecnologia que nos permitiu desbloquear o pré-sal — um dos maiores reservatórios de petróleo já descobertos.

Você já se perguntou como o petróleo lá do fundo do oceano chega até a superfície? Aqui você vai entender o que é um FPSO, como a plataforma funciona e por que ele é central para a nossa operação.

O que é um FPSO?

FPSO é a sigla em inglês para Floating Production Storage and Offloading. Traduzindo o nome, já é possível entender qual é a finalidade desse tipo de navio: o FPSO é um navio-plataforma gigante usado na indústria petrolífera para extrair, produzir, armazenar e transferir petróleo e gás.

Por não exigirem a instalação de infraestrutura de oleodutos e terem a capacidade de armazenar petróleo, os FPSOs se tornaram a alternativa mais eficiente para transformar o mercado de óleo no mundo inteiro.

Conheça mais sobre a estrutura de uma unidade flutuante de armazenamento e transferência!

Infográfico que explica o que é um FPSO, mostrando um navio-plataforma ligado a poços submarinos e dados de capacidade, produção e dimensões da unidade P-58.
Plataforma FPSO P-58, da Petrobras, em números.

Como funcionam a produção e o armazenamento de petróleo e gás em um FPSO?

Da produção à transferência do petróleo e do gás natural, o navio FPSO cumpre um papel importante na nossa jornada da energia. Inicialmente, é instalada uma planta de processo no convés da plataforma para separar e tratar os fluidos produzidos pelos poços.

O petróleo produzido é, então, armazenado nos tanques do próprio navio FPSO. Depois de um certo tempo, esse petróleo é transferido para um navio aliviador, que faz o transporte dele para um terminal terrestre. Já o gás comprimido é enviado para a terra por meio de gasodutos e/ou é reinjetado no reservatório.

Mas isso é um resumo de tudo o que acontece por lá, claro. Quer saber um pouco mais sobre o nosso dia a dia em uma unidade flutuante? Embarque com a gente!

Vídeo de exemplo

Quer aprofundar ainda mais nesse assunto? Veja o que acontece quando um sistema de produção chega ao fim e como ocorre o descomissionamento da produção de óleo e gás offshore.

Qual foi a primeira plataforma FPSO da Petrobras?

O nome FPSO só foi oficializado em 1992, mas essas plataformas flutuantes já faziam parte da nossa trajetória muito antes disso, ainda na década de 1980. Para falar a verdade, o nosso primeiro FPSO, a plataforma PP-Moraes, foi adaptado para produzir, armazenar e transferir petróleo no final da década de 1970.

Foto em preto e branco da plataforma FPSO PP-Moraes em Garoupa, antes de ser renomeada para P-34.
Plataforma FPSO PP-Moraes em Garoupa, antes de ser renomeada para P-34.

Mas foi somente no começo dos anos 1980 que suas operações foram iniciadas, no campo de Garoupa, na Bacia de Campos. Depois de produzir também nos campos de Albacora e Barracuda, na década de 1990, o PP-Moraes foi renomeado para P-34, tendo sido a primeira plataforma de petróleo do mundo a produzir na camada do pré-sal, em 2008!

   💡 Leia também: Pré-sal: 15 anos de uma conquista que fez história! 

Como nossos FPSOs viabilizam uma transição energética justa?

Somos a maior operadora de FPSOs da indústria mundial e detemos a maior expertise nesse segmento. E nossa operação não está apenas entre as mais eficientes do mundo, mas também é uma das mais sustentáveis. Afinal, nossas plataformas FPSO são usadas para explorar e produzir o petróleo do pré-sal, que emite até 70% menos CO₂ equivalente por barril do que a média mundial!

As unidades são equipadas com tecnologias inovadoras, que reduzem ainda mais as emissões de carbono. Entre elas está o HISEP® (High Pressure Separator), nosso método pioneiro que separa petróleo e CO₂ diretamente no fundo do mar e não na plataforma.

   💡 Descubra os diferentes tipos de plataforma de petróleo e saiba como é a vida nas plataformas de petróleo em alto-mar

Nos campos de extração de petróleo e gás do pré-sal, 23 das nossas FPSOs também contam com tecnologia CCUS-EOR — que captura o gás carbônico e reinjeta 45% no reservatório, em vez de liberá-lo na atmosfera. O resultado é uma intensidade de carbono de 10kg de CO₂ por barril, abaixo da média global e dentro do 1º quartil mundial de eficiência, segundo a International Association of Oil and Gas Producers (IOGP).

Todas essas inovações em nossas plataformas FPSO contribuíram para o marco histórico de 80 milhões de toneladas de CO₂ reinjetadas no pré-sal, alcançado em 2025. Nosso compromisso é continuar desenvolvendo meios para a transição energética justa e sustentável, com segurança energética para todos. Confira mais sobre esses marcos e planos em nosso Caderno de Mudança do Clima e Transição Energética 2025.

Continue nessa jornada e descubra como estamos transformando nossa energia rumo à descarbonização sem perder a eficiência operacional

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