A Bacia de Campos já fez história - e ainda tem muita história pra contar

Uma região que já conquistou seu lugar na história por ser o berço da exploração e produção em águas profundas no Brasil

Atualizado em 14/05/2026

Postado em 24/09/2024

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Uma região que já conquistou seu lugar na história por ser o berço da exploração e produção em águas profundas no Brasil, hospedando o primeiro FPSO - unidade flutuante de produção, armazenagem e transferência de óleo -  da nossa empresa e o segundo do mundo todo.

Além de ser também um laboratório de tecnologias pioneiras, garantindo, em 1992, nosso primeiro Prêmio OTC, considerada a maior premiação técnica da indústria de óleo e gás.

Mas se você acha que, após quase 50 anos da sua descoberta, a Bacia de Campos já está chegando nos capítulos finais da sua história, é bom você pensar duas vezes.

Isso porque a renovação da Bacia de Campos integra o maior programa de recuperação de ativos maduros em águas profundas no mundo, com resultados tão robustos que em 2023 ele ainda adicionou mais de 230 mil barris por dia (bpd) à produção brasileira.

Números alcançados com a entrada em produção, em 2023, de duas novas plataformas no campo de Marlim - os FPSOs Anita Garibaldi e Anna Nery -, além da perfuração de 45 novos poços desde 2020 nos demais campos da Bacia de Campos.

Uma revitalização que impulsionou o desenvolvimento de uma série de soluções tecnológicas inovadoras nos segmentos de construção de poços, equipamentos submarinos e sistema de superfície. Inovações que permitiram não só a redução de emissões, como também a redução significativa de custos e aumento da segurança nas operações.

Uma das tecnologias pioneiras foi uma solução inédita adotada para a construção de poços no pós-sal, patenteada por nós: o chamado TOT-3P (em que a perfuração do poço é obtida em três fases). O novo conceito consiste em uma configuração de poço mais otimizada e simplificada, permitindo redução de 49% no tempo de construção de poços (de 110 para 56 dias), além de diminuir em cerca de 50% os custos operacionais e as emissões de CO2 nas atividades de construção de poços.

Além disso, adotamos um novo modelo de padronização de dutos flexíveis, definindo o conjunto completo de condições técnicas para o projeto das linhas a fim de atender aos diversos cenários de projetos. Esse novo conceito buscou reduzir a variabilidade de tipos de dutos flexíveis e, consequentemente, os prazos para as atividades de engenharia, contratação e fornecimento.

Em paralelo, com a utilização de novos métodos e tecnologias, conseguimos aumentar a vida útil e a reutilização dos dutos flexíveis e das chamadas “Árvores de Natal molhadas”, com o consequente aumento da economicidade e redução de emissões de gases de efeito estufa dos projetos. Assim contribuímos para incorporar esse conhecimento em normativos atuais e futuros da indústria offshore - em mais um reconhecimento ao pioneirismo da companhia.

E graças a essas tecnologias, a mesma Bacia de Campos que já nos havia garantido nosso primeiro prêmio OTC, lá em 1992, garantiu também a nossa quinta premiação, agora em 2024. Graças à revitalização do campo de Marlim, e às suas novas tecnologias que reduziram em 55% das emissões de gases de efeito estufa.

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