Petrobras e cinema nacional: parceria que parece coisa de filme

Há mais de 30 anos apoiamos filmes brasileiros, patrocinando mais de 600 produções, com histórias que conquistaram prêmios e corações dentro e fora do Brasil.

Atualizado em 22/09/2026

Postado em 28/02/2025

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O cinema nacional é especialista em contar histórias e também tem muita história pra contar. Das chanchadas dos anos 50, ao Cinema Novo dos anos 60 ou ao Cinema Marginal do início dos anos 70, até a  profunda queda na produção durante os anos 80 e 90, cada fase deixou sua marca na cultura do país.

Em 1992, o cinema nacional chegou ao seu ponto mais baixo, quando apenas três filmes brasileiros chegaram às telas. Mas também foi o início da reviravolta: no ano seguinte, a Lei do Audiovisual e o Prêmio Resgate do Cinema Brasileiro passaram a financiar a retomada da produção nacional. 

E em 1995, esse esforço deu frutos com o lançamento de Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, marco inicial do que ficou conhecido como Cinema da Retomada, e o público voltou às salas. Mas você sabe como essa história começou?

Quando começou o cinema nacional?

A primeira exibição de cinema documentada no Brasil aconteceu em 1896, na qual oito filmes de um minuto cada mostraram o dia a dia de algumas cidades europeias. No ano seguinte, a cidade do Rio de Janeiro estreou o primeiro cinema brasileiro.

Espaços de exibição se expandiram no começo do século, a produção audiovisual começou a sair do eixo Rio-São Paulo e foram produzidos nossos primeiros longa-metragens. Nos anos 50, o Brasil chegou a ter sua própria grande empresa cinematográfica, a Vera Cruz, que produziu mais de 40 longa-metragens com "padrão hollywoodiano" de qualidade, mas com o talento que só o brasileiro tem.

Qual foi o primeiro filme do cinema nacional?

O primeiro filme nacional foi lançado em 1898: o “Ancoradouro de Pescadores na Baía de Guanabara”, filmado pelos irmãos Paschoal e Afonso Segreto. A filmagem foi feita a bordo de um navio no dia 19 de junho de 1898, que hoje é conhecido como o Dia do Cinema Brasileiro.

Já as produções de ficção da época, chamadas de filmes "posados" , chegaram em 1908, com o curta Os Estranguladores, e o primeiro longa-metragem em 1914, com O Crime dos Banhados. A Primeira Guerra Mundial abriu espaço para Hollywood dominar as salas brasileiras, mas os anos 30 trouxeram a criação da Cinédia, o primeiro grande estúdio do país, e a chegada do cinema sonoro.

De lá para cá, o cinema brasileiro não parou mais de crescer. Em 2025, mais de 11 milhões de pessoas assistiram a filmes nacionais, com 154 longas-metragens lançados e mais de 680 mil sessões dedicadas à produção brasileira. Tudo isso só contando o cinema, sem o streaming.

Os destaques do ano foram "O Auto da Compadecida 2" (2,9 milhões de espectadores) e "Ainda Estou Aqui" (2,7 milhões), este último impulsionado pelas premiações no Globo de Ouro e no Oscar. Ao todo, o Brasil encerrou 2025 com 3.544 salas de cinema em funcionamento em 466 municípios, um recorde histórico que mostra que a infraestrutura do setor segue em expansão.

13 filmes brasileiros que todo mundo precisa assistir

  • Carlota Joaquina, Princesa do Brazil: filme de 1995 que atingiu mais de um milhão de espectadores, é considerado um marco da retomada do cinema nacional.
  • O Quatrilho: concorreu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar de 1996.
  • Carandiru: considerado pela Associação Brasileira de Cinema um dos 100 filmes mais importantes da história do país.
  • Bicho de Sete Cabeças: filme que lançou o ator Rodrigo Santoro ao estrelato e também está na lista de 100 filmes mais importantes da história do Brasil.
  • Saneamento Básico: conta com a participação de alguns dos maiores nomes do cinema nacional, como Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga e Lázaro Ramos.
  • Cidade de Deus: é o filme brasileiro com mais indicações ao Oscar (foram quatro!).
  • O menino e o mundo: concorreu ao Oscar de Melhor Animação no Oscar de 2016.
  • Como Nossos Pais: venceu seis prêmios no Festival de Gramado.
  • Divinas Divas: venceu o prêmio de Melhor Filme no Festival do Rio de Janeiro.
  • Bacurau: conquistou o mundo e levou para casa o Prêmio do Júri no Festival de Cannes.
  • Aquarius: indicado a prêmios não só em Cannes, como também nos Estados Unidos e Espanha.
  • Malês: estreou nos cinemas em 2 de outubro de 2025, retratando o maior levante de pessoas escravizadas na história do Brasil, e trouxe à atriz Camila Pitanga a Ordem do Mérito Cultural, maior honraria pública do país.
  • O Agente Secreto: tem Wagner Moura no papel principal e estreou nos cinemas em novembro de 2025, mas já foi escolhido para representar o Brasil na busca por uma vaga no Oscar de 2026, na categoria Melhor Filme Internacional.

E sabe o que todos esses filmes têm em comum? Todos foram patrocinados por nós. Com esse apoio, ajudamos não só a fortalecer a cultura brasileira e a levá-la para muito mais pessoas. Conheça um pouco mais sobre eles abaixo:

Quantos filmes brasileiros nós já apoiamos?

Em mais de 30 anos de apoio ao cinema nacional, já patrocinamos mais de 600 filmes brasileiros. Tudo começou em 1995, com o patrocínio ao filme “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil”, que encheu as salas de cinema e ajudou a reviver o interesse pelo cinema nacional.

Foi exatamente aí, quando o cinema brasileiro mais precisava, que teve início uma parceria que dura até hoje. Agora, três décadas depois, ela continua firme com um novo investimento de R$ 100 milhões, até 2027, para produzir e distribuir novos filmes brasileiros, além de apoiar festivais, distribuição, formação e até salas de cinema.

É uma demonstração do nosso compromisso com a cultura nacional, com o talento do brasileiro e com a nossa capacidade de contar as nossas próprias histórias, do nosso próprio jeito.

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