Espécies em extinção no Brasil: como a Petrobras ajuda a protegê-las em cada bioma
Conheça espécies em extinção no Brasil (de baleias a árvores da Amazônia) que ganham mais chance de sobreviver com o apoio de projetos da Petrobras.
Soltura de tartaruga marinha em uma área costeira monitorada.
Proteger as espécies em extinção no Brasil é fundamental para manter o equilíbrio de todos os nossos ecossistemas. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima contabiliza centenas de categorias ameaçadas em território nacional.
Para transformar essa realidade, monitoramos e protegemos mais de 6.000 espécies de fauna (cerca de 140 ameaçadas) e mais de 2.000 de flora (cerca de 65 ameaçadas).
Esses dados fazem parte do nosso relatório Nós e a Biodiversidade, que detalha a nossa atuação em múltiplos biomas brasileiros. Vamos conhecer de perto quem são essas espécies e como trabalhamos para protegê-las?
O que significa uma espécie estar “em extinção"?
Uma espécie entra em risco quando sua população diminui rapidamente ou seu habitat natural sofre severa destruição. As listas oficiais do governo brasileiro e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) organizam esse perigo em categorias de ameaça, entre elas:
- Vulnerável (VU): enfrenta alto risco de desaparecimento na natureza a médio prazo;
- Em Perigo (EN): corre risco muito elevado de extinção no ambiente natural em futuro próximo;
- Criticamente em Perigo (CR): sofre risco extremamente iminente de extinção na natureza.
Compreender essas classificações ajuda a direcionar esforços de conservação, restauração florestal e pesquisa de campo de forma muito mais eficaz.
No mar e no litoral: baleias, peixes, corais e aves marinhas
O ambiente marinho e costeiro reúne grande parte de nossas ações históricas de preservação. Um exemplo é o Projeto de Monitoramento de Cetáceos na Bacia de Santos (PMC-BS), que já identificou 29 espécies de baleias e golfinhos na região. Dessas, sete estão na lista oficial brasileira de espécies ameaçadas de extinção, incluindo a baleia-azul, a baleia-fin e o cachalote.
Baleia-jubarte e baleia-franca: de quase extintas a case de recuperação
A baleia-jubarte representa uma das maiores vitórias da conservação marinha brasileira. Apoiamos o Projeto Baleia Jubarte desde 1996. Quando o projeto nasceu, em 1988, a espécie estava quase extinta pela caça predatória. Hoje, sua população se recuperou quase totalmente, com cerca de 35 mil animais visitando nossa costa por temporada!
Já a baleia-franca-austral também é acompanhada de perto: monitoramos a espécie, classificada como 'em perigo', por meio do Projeto ProFranca, parceiro do Baleia Jubarte na proteção das baleias que se reproduzem na costa brasileira.
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Golfinho-rotador: o acrobata de Fernando de Noronha
O golfinho-rotador é famoso por seus saltos em parafuso em águas tropicais. No arquipélago pernambucano de Fernando de Noronha, o Projeto Golfinho Rotador estuda e protege esses animais há mais de 30 anos, contando com nosso patrocínio há 25 anos. As ações de preservação garantem a estabilidade da espécie nas baías e enseadas locais.
Peixe-boi-marinho: o gigante dócil dos estuários
O peixe-boi-marinho é um dos mamíferos aquáticos mais ameaçados do litoral do país, classificado oficialmente como “em perigo". O animal sofre impactos diretos da poluição, colisões com barcos e perda de áreas costeiras. Patrocinamos o projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho desde 2013, que promove resgates, reabilitação e soltura de espécimes no Nordeste e no Norte do Brasil.
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Peixe mero: o senhor das pedras que perdeu populações históricas
O peixe mero é a maior garoupa do Oceano Atlântico, podendo pesar mais de 400 kg. A espécie perdeu mais de 80% de seus indivíduos nas últimas décadas pela pesca predatória e poluição. Apoiamos o Projeto Meros do Brasil desde 2007, que atua em nove estados costeiros gerando conhecimento científico e ações de educação ambiental.
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Corais: estruturas vivas ameaçadas pelo aquecimento das águas
Embora ocupem uma fração pequena do fundo do oceano, os recifes de coral abrigam cerca de 25% da vida marinha. O aumento da temperatura do mar provoca a acidificação das águas e o branqueamento das colônias. Com patrocínio da companhia desde 2006, o Projeto Coral Vivo atua em quatro estados monitorando recifes e subsidiando políticas de proteção costeira.
Tartarugas marinhas: proteção às cinco espécies da costa
O litoral brasileiro recebe cinco espécies de tartarugas marinhas, quase todas enquadradas em algum nível de perigo. O Projeto Aruanã, apoiado por nós desde 2022, realiza capturas científicas, marcação e educação ambiental com foco na Baía de Guanabara e orla fluminense, mapeando áreas de alimentação e nidificação (onde as tartarugas fazem seus ninhos e põem ovos).
Albatrozes e petréis: aves oceânicas protegidas em mar aberto
Albatrozes e petréis estão entre as aves mais vulneráveis do planeta. Ao buscarem alimento na superfície da água, podem ser capturados acidentalmente por anzóis da pesca de espinhel. Desde 2006, o Projeto Albatroz pesquisa métodos para afastar as aves das embarcações pesqueiras e proteger suas rotas de voo.
Na Mata Atlântica: primatas, grandes mamíferos e um peixinho raro
A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos e fragmentados do continente sul-americano. Por isso, restaurar florestas nativas e criar corredores ecológicos é vital para evitar o isolamento reprodutivo de animais em extinção no Brasil.
Mico-leão-dourado: símbolo vivo da restauração florestal
O mico-leão-dourado é um primata exclusivo das matas do Rio de Janeiro. Apoiamos iniciativas como a Reposição Florestal na Reserva Biológica União, que recompõe 19 hectares de vegetação nativa. Além disso, o projeto Passagens de Fauna instala pontes de dossel sobre faixas de dutos para conectar copas de árvores e permitir o trânsito seguro dos macacos.
Anta: o retorno do maior jardineiro da floresta
A anta é o maior mamífero terrestre da América do Sul e grande dispersora de sementes nativas. Após anos de extinção local na bacia da Baía de Guanabara, a espécie foi reintroduzida pelo Projeto Guapiaçu, apoiado desde 2014. Hoje, mais de 20 antas vivem livres na região do Parque Estadual dos Três Picos.
Peixe-das-nuvens: espécie única descoberta em brejos fluminenses
O peixe rivulídeo (Atlantirivulus maricensis) vive exclusivamente em pequenas poças temporárias que surgem após chuvas em Maricá (RJ). Como seu ecossistema é frágil, conduzimos desde 2021 o plantio de mais de 2.000 mudas para proteger as matas ciliares no entorno do brejo e salvar a espécie da extinção.
No Cerrado: a onça-pintada como guardiã do equilíbrio ecológico
A onça-pintada é predadora de topo e funciona como indicadora da conservação do Cerrado. O projeto Onde a Onça Bebe Água: Comunidades e Bem Viver, apoiado por nós desde 2024 e executado pela Funatura, monitora corredores ecológicos do felino entre Goiás, Distrito Federal e Bahia, combinando preservação e sistemas agroflorestais.
💡 Saiba mais sobre Projetos socioambientais: do peixe-boi ao futuro da nossa biodiversidade
Na Amazônia: árvores ameaçadas por trás da floresta em pé
A conservação de espécies em extinção no Brasil também se estende à flora. A castanheira-do-brasil (Bertholletia excelsa) sofre forte pressão pelo desmatamento e exploração madeireira predatória.
Na Província Petrolífera de Urucu (AM), mantemos viveiros florestais e replantamos mais de 1,5 milhão de mudas nativas, incluindo castanheiras e seringueiras. Paralelamente, o projeto Florestas de Valor, executado pelo Imaflora com nosso apoio desde 2013, promove o extrativismo sustentável de castanha, copaíba e cumaru em terras indígenas e quilombolas.
Nos ecossistemas costeiros: aves que dependem das marés
Milhares de aves limícolas — que vivem e se alimentam em áreas de lama e brejo, como praias e margens — migram anualmente pelo litoral norte e nordeste do país em busca de alimento e descanso.
Desde 2020, apoiamos o Projeto Aves Migratórias (executado pela Associação Aquasis), que atua do Rio Grande do Norte até o Amapá na conservação de oito espécies costeiras ameaçadas, como o maçarico-de-papo-vermelho e o trinta-réis-real.
Como a Petrobras estrutura o apoio à biodiversidade brasileira?
A proteção ambiental é parte integrante de nossa estratégia corporativa. Somente em 2024, investimos R$ 1,1 bilhão em cerca de 440 projetos socioambientais, pesquisas de inovação e condicionantes ambientais. Até 2029, a previsão de aportes socioambientais alcançará R$ 1,5 bilhão.
Além disso, encerramos 2025 com 100% de nossas instalações operacionais providas de Planos de Ação em Biodiversidade (PABs). Acreditamos que o investimento contínuo em ciência, conservação e restauração florestal é o caminho mais seguro para garantir o futuro das espécies em extinção no Brasil!
Quer saber mais sobre as nossas ações de proteção à fauna e flora em todo o país? Visite a nossa página oficial de Biodiversidade e acompanhe todos os projetos apoiados por nós!
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