Espécies em extinção no Brasil: como a Petrobras ajuda a protegê-las em cada bioma

Conheça espécies em extinção no Brasil (de baleias a árvores da Amazônia) que ganham mais chance de sobreviver com o apoio de projetos da Petrobras.

Atualizado em 14/09/2026

Postado em 01/09/2026

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Proteger as espécies em extinção no Brasil é fundamental para manter o equilíbrio de todos os nossos ecossistemas. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima contabiliza centenas de categorias ameaçadas em território nacional. 

Para transformar essa realidade, monitoramos e protegemos mais de 6.000 espécies de fauna (cerca de 140 ameaçadas) e mais de 2.000 de flora (cerca de 65 ameaçadas).

Esses dados fazem parte do nosso relatório Nós e a Biodiversidade, que detalha a nossa atuação em múltiplos biomas brasileiros. Vamos conhecer de perto quem são essas espécies e como trabalhamos para protegê-las?

Extinção

O que significa uma espécie estar “em extinção"?

Uma espécie entra em risco quando sua população diminui rapidamente ou seu habitat natural sofre severa destruição. As listas oficiais do governo brasileiro e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) organizam esse perigo em categorias de ameaça, entre elas:

  • Vulnerável (VU): enfrenta alto risco de desaparecimento na natureza a médio prazo;
  • Em Perigo (EN): corre risco muito elevado de extinção no ambiente natural em futuro próximo;
  • Criticamente em Perigo (CR): sofre risco extremamente iminente de extinção na natureza.

Compreender essas classificações ajuda a direcionar esforços de conservação, restauração florestal e pesquisa de campo de forma muito mais eficaz.

No mar e no litoral

No mar e no litoral: baleias, peixes, corais e aves marinhas

O ambiente marinho e costeiro reúne grande parte de nossas ações históricas de preservação. Um exemplo é o Projeto de Monitoramento de Cetáceos na Bacia de Santos (PMC-BS), que já identificou 29 espécies de baleias e golfinhos na região. Dessas, sete estão na lista oficial brasileira de espécies ameaçadas de extinção, incluindo a baleia-azul, a baleia-fin e o cachalote.

Baleia-jubarte e baleia-franca: de quase extintas a case de recuperação

Baleia-jubarte mergulha no oceano exibindo sua cauda característica salpicada de gotas de água.
A preservação da fauna marinha e de espécies como a baleia-jubarte é um dos grandes focos dos projetos socioambientais apoiados pela Petrobras ao longo da costa brasileira.

 A baleia-jubarte representa uma das maiores vitórias da conservação marinha brasileira. Apoiamos o Projeto Baleia Jubarte desde 1996. Quando o projeto nasceu, em 1988, a espécie estava quase extinta pela caça predatória. Hoje, sua população se recuperou quase totalmente, com cerca de 35 mil animais visitando nossa costa por temporada! 

Já a baleia-franca-austral também é acompanhada de perto: monitoramos a espécie, classificada como 'em perigo', por meio do Projeto ProFranca, parceiro do Baleia Jubarte na proteção das baleias que se reproduzem na costa brasileira.

💡 Descubra outros detalhes e segredos marinhos em Desvendando os mistérios da temporada de baleias: 10 curiosidades fascinantes

Golfinho-rotador: o acrobata de Fernando de Noronha

O golfinho-rotador é famoso por seus saltos em parafuso em águas tropicais. No arquipélago pernambucano de Fernando de Noronha, o Projeto Golfinho Rotador estuda e protege esses animais há mais de 30 anos, contando com nosso patrocínio há 25 anos. As ações de preservação garantem a estabilidade da espécie nas baías e enseadas locais.

Peixe-boi-marinho: o gigante dócil dos estuários

O peixe-boi-marinho é um dos mamíferos aquáticos mais ameaçados do litoral do país, classificado oficialmente como “em perigo". O animal sofre impactos diretos da poluição, colisões com barcos e perda de áreas costeiras. Patrocinamos o projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho desde 2013, que promove resgates, reabilitação e soltura de espécimes no Nordeste e no Norte do Brasil.

💡Descubra O (en)canto que vem do oceano

Peixe mero: o senhor das pedras que perdeu populações históricas

O peixe mero é a maior garoupa do Oceano Atlântico, podendo pesar mais de 400 kg. A espécie perdeu mais de 80% de seus indivíduos nas últimas décadas pela pesca predatória e poluição. Apoiamos o Projeto Meros do Brasil desde 2007, que atua em nove estados costeiros gerando conhecimento científico e ações de educação ambiental.

💡 Leia também sobre essa espécie incrível: Peixe mero: maior garoupa do Atlântico é termômetro de saúde ambiental

Corais: estruturas vivas ameaçadas pelo aquecimento das águas

Embora ocupem uma fração pequena do fundo do oceano, os recifes de coral abrigam cerca de 25% da vida marinha. O aumento da temperatura do mar provoca a acidificação das águas e o branqueamento das colônias. Com patrocínio da companhia desde 2006, o Projeto Coral Vivo atua em quatro estados monitorando recifes e subsidiando políticas de proteção costeira.

Tartarugas marinhas: proteção às cinco espécies da costa

O litoral brasileiro recebe cinco espécies de tartarugas marinhas, quase todas enquadradas em algum nível de perigo. O Projeto Aruanã, apoiado por nós desde 2022, realiza capturas científicas, marcação e educação ambiental com foco na Baía de Guanabara e orla fluminense, mapeando áreas de alimentação e nidificação (onde as tartarugas fazem seus ninhos e põem ovos).

Albatrozes e petréis: aves oceânicas protegidas em mar aberto

Albatrozes e petréis estão entre as aves mais vulneráveis do planeta. Ao buscarem alimento na superfície da água, podem ser capturados acidentalmente por anzóis da pesca de espinhel. Desde 2006, o Projeto Albatroz pesquisa métodos para afastar as aves das embarcações pesqueiras e proteger suas rotas de voo.

Na Mata Atlântica

Na Mata Atlântica: primatas, grandes mamíferos e um peixinho raro

A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos e fragmentados do continente sul-americano. Por isso, restaurar florestas nativas e criar corredores ecológicos é vital para evitar o isolamento reprodutivo de animais em extinção no Brasil.

Mico-leão-dourado: símbolo vivo da restauração florestal

O mico-leão-dourado é um primata exclusivo das matas do Rio de Janeiro. Apoiamos iniciativas como a Reposição Florestal na Reserva Biológica União, que recompõe 19 hectares de vegetação nativa. Além disso, o projeto Passagens de Fauna instala pontes de dossel sobre faixas de dutos para conectar copas de árvores e permitir o trânsito seguro dos macacos.

Anta: o retorno do maior jardineiro da floresta

A anta é o maior mamífero terrestre da América do Sul e grande dispersora de sementes nativas. Após anos de extinção local na bacia da Baía de Guanabara, a espécie foi reintroduzida pelo Projeto Guapiaçu, apoiado desde 2014. Hoje, mais de 20 antas vivem livres na região do Parque Estadual dos Três Picos.

Peixe-das-nuvens: espécie única descoberta em brejos fluminenses

O peixe rivulídeo (Atlantirivulus maricensis) vive exclusivamente em pequenas poças temporárias que surgem após chuvas em Maricá (RJ). Como seu ecossistema é frágil, conduzimos desde 2021 o plantio de mais de 2.000 mudas para proteger as matas ciliares no entorno do brejo e salvar a espécie da extinção.

No Cerrado
 

No Cerrado: a onça-pintada como guardiã do equilíbrio ecológico

Onça-pintada com colar de monitoramento olha atenta para a frente em meio à vegetação do Cerrado.
Como predadora de topo e indicadora da saúde ambiental, a onça-pintada é protegida por projetos de conservação de corredores ecológicos no Cerrado.

A onça-pintada é predadora de topo e funciona como indicadora da conservação do Cerrado. O projeto Onde a Onça Bebe Água: Comunidades e Bem Viver, apoiado por nós desde 2024 e executado pela Funatura, monitora corredores ecológicos do felino entre Goiás, Distrito Federal e Bahia, combinando preservação e sistemas agroflorestais.

💡 Saiba mais sobre Projetos socioambientais: do peixe-boi ao futuro da nossa biodiversidade

Na Amazônia

Na Amazônia: árvores ameaçadas por trás da floresta em pé

A conservação de espécies em extinção no Brasil também se estende à flora. A castanheira-do-brasil (Bertholletia excelsa) sofre forte pressão pelo desmatamento e exploração madeireira predatória.

Na Província Petrolífera de Urucu (AM), mantemos viveiros florestais e replantamos mais de 1,5 milhão de mudas nativas, incluindo castanheiras e seringueiras. Paralelamente, o projeto Florestas de Valor, executado pelo Imaflora com nosso apoio desde 2013, promove o extrativismo sustentável de castanha, copaíba e cumaru em terras indígenas e quilombolas.

Nos ecossistemas costeiros: aves que dependem das marés

Milhares de aves limícolas — que vivem e se alimentam em áreas de lama e brejo, como praias e margens — migram anualmente pelo litoral norte e nordeste do país em busca de alimento e descanso. 

Desde 2020, apoiamos o Projeto Aves Migratórias (executado pela Associação Aquasis), que atua do Rio Grande do Norte até o Amapá na conservação de oito espécies costeiras ameaçadas, como o maçarico-de-papo-vermelho e o trinta-réis-real.
 

Como a Petrobras estrutura o apoio à biodiversidade brasileira?

A proteção ambiental é parte integrante de nossa estratégia corporativa. Somente em 2024, investimos R$ 1,1 bilhão em cerca de 440 projetos socioambientais, pesquisas de inovação e condicionantes ambientais. Até 2029, a previsão de aportes socioambientais alcançará R$ 1,5 bilhão.

Além disso, encerramos 2025 com 100% de nossas instalações operacionais providas de Planos de Ação em Biodiversidade (PABs). Acreditamos que o investimento contínuo em ciência, conservação e restauração florestal é o caminho mais seguro para garantir o futuro das espécies em extinção no Brasil!

Quer saber mais sobre as nossas ações de proteção à fauna e flora em todo o país? Visite a nossa página oficial de Biodiversidade e acompanhe todos os projetos apoiados por nós!
 

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